As tendências em Análises de Dados nas Bibliotecas em 2021

Postado 05-01-2022 dentro Corporations Healthcare Libraries

Aprofundamos em questões de tendências em análise de dados nas bibliotecas examinando os resultados de uma pesquisa recente realizada pelo Library Journal e pela EBSCO Information Services.

A evolução da análise de dados nas bibliotecas evoluiu muito, especialmente nos últimos anos. Devido à legislação sobre normas de privacidade, às mudanças para o armazenamento de dados baseado em nuvem computacional, à expansão do aprendizado remoto e ao acesso a recursos digitais adotado como prioridade devido à COVID, as bibliotecas estão procurando tomar a dianteira e dimensionar os dados sobre recursos e serviços de sua biblioteca para serem capazes de se manter atualizadas quanto as tendências em evolução.

No final de 2021, a EBSCO lançou uma pesquisa junto com o Library Journal para entender melhor o papel da análise de dados nas bibliotecas e os desafios que impedem o sucesso na implementação, manutenção e escalonamento da estratégia correta de análise de dados nas bibliotecas. Enviamos o questionário para quase 200 bibliotecas acadêmicas nos EUA e Canadá e encontramos algumas respostas e tendências interessantes.

As principais barreiras - Tempo, pessoal e falta de conhecimento especializado

Quando se trata de coleta e análise de dados, muitas bibliotecas se depararam com suas maiores barreiras, incluindo falta de tempo, pessoal e conhecimento especializado. Mais da metade das bibliotecas apontou as três barreiras à análise de dados em sua instituição como sendo a falta de tempo (61%), falta de conhecimento especializado (54%) e falta de pessoal (52%). Esta tendência pode não surpreender, uma vez que muitas bibliotecas acadêmicas na América do Norte tiveram de enfrentar orçamentos reduzidos ou estagnados como resultado da COVID-19.

Dados “brutos” isolados > coleta automatizada de dados

Embora a coleta de dados ainda seja uma tarefa demorada, grandes instituições com 10.000 ou mais matrículas enfrentam dificuldades ainda maiores com a limpeza dos dados. Para este grupo, os dados “brutos” isolados são um obstáculo maior do que automatizar a coleta de dados. Embora as bibliotecas possam conectar seus dados a outras áreas da vida acadêmica (como analíticas sobre aprendizagem e dados sobre o uso de instalações), sua capacidade de racionalizar e dimensionar dados em seus sistemas e fluxos de trabalho pode ser problemática. Algumas bibliotecas ainda dependem de processos manuais para armazenamento, coleta e limpeza de dados.

É aqui que a tecnologia de nuvem e, em particular, a tecnologia construída sobre um lago de dados (data lake) e infraestruturas de armazenamento de dados (data warehouse), pode melhorar a análise. Um lago de dados permite o armazenamento de dados não-relacionais de vários sistemas. Pense nisso como uma massa de água onde os dados hospedados são misturados e “flutuantes” sem nenhuma ordem real para eles. Estes dados então fluem para um “armazém de dados” onde são organizados e acessados. Como o lago de dados e o armazém de dados são construídos sobre serviços de nuvem como o Amazon Web Service (AWS) e o Snowflake, elimina-se a necessidade de tarefas administrativas. Passos tais como hospedagem, extração, organização, revisão de erros e de duplicação podem ser automatizados.

Ferramentas corretas insuficientes no mercado

Embora existam ferramentas de gestão de dados disponíveis no mercado, 58% dos entrevistados acreditam que não existem ferramentas suficientes em sua biblioteca (uma porcentagem consideravelmente maior de administradores - 73% - compartilha esta crença). A razão? A maioria das ferramentas só trabalha com dados “tradicionais” da biblioteca. Os bibliotecários precisam de uma imagem clara do panorama da biblioteca através das coleções de recursos de informação, serviços prestados e atividades realizadas e há poucas ferramentas que possam fornecer métricas mais avançadas com maior contexto. Também é necessário incorporar relatórios de dados adicionais, incluindo a contagem de pessoas que ingressam no espaço físico, uso de Wi-Fi, uso de pontos de serviço do espaço da biblioteca e uso de espaços que operam em conjunto com outros departamentos da universidade (como espaços de escrita e produção textual, laboratórios de apoio à aprendizagem, laboratório de informática etc.). Além disso, muitos membros da equipe de suporte observam que, embora as ferramentas necessárias estejam disponíveis, elas requerem um aprendizado profundo e conhecimentos específicos. Isto significa que a ferramenta “correta” de análise de dados na biblioteca tem que cobrir uma grande variedade de dados, e ser uma plataforma de autoatendimento para que os próprios bibliotecários possam acessar, visualizar e se aprofundar rapidamente em sua análise de dados – sem precisar receber muito treinamento ou ter “conhecimentos sobre análise de dados “.

Dificuldade em obter métricas de sucesso acadêmico

Mais de 90% dos entrevistados da pesquisa concordaram (sendo que 60% concordaram “fortemente”) que a análise de dados na biblioteca ampliará a compreensão de como os usuários se envolvem com a biblioteca.

A compreensão do envolvimento e a influência da biblioteca no sucesso acadêmico é a chave para atingir os objetivos. O programa Assessment in Action da Association of College & Research Libraries (ACRL) encontrou cinco áreas-chave onde há uma correlação positiva entre o uso e a influência da biblioteca e o sucesso dos estudantes, estas incluem: capacitação realizada pela biblioteca para os estudantes no início do curso, uso geral da biblioteca, programas colaborativos que incluem a biblioteca, capacitação sobre literacia informacional e orientações sobre como usar recursos da biblioteca. Naturalmente, ser capaz de fornecer dados que demonstram a eficácia desses esforços é fundamental.

O risco de não utilizar uma análise de dados adequada é considerável

De acordo com uma pesquisa da American Library Association (ALA) de 2020, mais da metade das bibliotecas acadêmicas e de pesquisa tiveram redução em áreas de seu orçamento, incluindo planos para contratação de pessoal, custeio de cursos para aprimorar as competências da equipe e custeio do desenvolvimento de coleções. Isto foi refletido na pesquisa realizada. A maioria dos entrevistados afirmou que os riscos de não utilizar uma análise de dados adequada são consideráveis:

  • 80% dos entrevistados acreditam que a biblioteca não será valorizada ou considerada pelos administradores.
  • Quase todos (78%) temem que as correlações entre o engajamento e os resultados obtidos pelos usuários não sejam claras.
  • Se a avaliação se mostrar ineficaz, 62% dizem que o resultado poderá ser a redução nos serviços tradicionais da biblioteca.

Ao adotar as plataformas certas, os dados certos e os fluxos de trabalho certos, a análise de dados na biblioteca pode ser uma medida positiva para o sucesso da biblioteca e da instituição acadêmica. Leia mais sobre como construir a melhor estratégia para sua biblioteca com o playbook gratuito da EBSCO sobre análise de dados.

Baixe o playbook de análise de dados

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